PE Intervales
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Áreas de Observação

Parque Estadual Intervales

Trata-se de unidade de conservação cujo objetivo básico é a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação, recreação e ecoturismo.

O Parque Intervales “encontra-se inserido nos municípios de Guapiara, Ribeirão Grande, Sete Barras, Eldorado e Iporanga, entre as coordenadas S 24º12’ e 24º32’, e W 48º03’ e 48º32’. Abrangendo a antiga fazenda do Banco do Estado de São Paulo – BANESPA, adquirida pela Fundação Florestal – SMA, e agregando terras devolutas, compreende 41.705 hectares de patrimônio natural, com notável biodiversidade” e faz a interligação do “Parque Estadual Carlos Botelho ao Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira - PETAR, num extenso continuum ecológico, com cerca de 120.000 ha, onde se encontra também a estação Ecológica de Xitué”. Além disso, limita-se com o município de Capão Bonito, onde existe uma Unidade de Conservação Federal denominada Floresta Nacional de Capão Bonito (4.344 hectares).

Segundo a Fundação Florestal, o Parque Estadual Intervales (PEI) “É constituído, em sua maior parte, pela área da antiga Fazenda Intervales (97%), de propriedade da Fundação Florestal, e por terras devolutas (3%), possuindo área total de 41.704 ha. Localizado na área núcleo do Contínuo Ecológico de Paranapiacaba, protege, junto com o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira - PETAR, o Parque Estadual Carlos Botelho - PECB, a Estação Ecológica de Xitué – EEcX, a APA dos Quilombos e parte da APA da Serra do Mar, o segundo e mais importante corredor ecológico de Mata Atlântica do Estado de São Paulo. O PEI esta inserido em duas sub-regiões geográficas distintas: a sub-região do Vale do Ribeira e a sub-região do Vale do Alto Paranapanema”.

Segundo trabalho publicado pelo Departamento de Geografia da FFLCH da USP, “O Parque Estadual Intervales foi a última grande área remanescente da Mata Atlântica declarada especialmente protegida de forma restritiva em São Paulo; embora, a rigor, sua conservação estivesse assegurada desde a aquisição em 1987. Desta forma, a Serra do Mar recebeu proteção restrita para seus ecossistemas de escarpa, mesmo persistindo descontinuidade em alguns trechos, sob a égide também de parque estadual, totalizando cerca de 611.438,75 ha, …, que corresponde aproximadamente a 2/3 da área total protegida nas unidades de conservação estrita do Estado.

Orientada no sentido NE-SW, acompanhando a direção brasileira da Serra do Mar, esta extensa seqüência de parques naturais interioriza-se e perfaz um grande arco de inflexão, distanciando-se da linha da costa, nas porções do maciço montanhoso ao sul do Estado. A ampliação desses alongados parques estaduais com a inclusão de ecossistemas de planície ou planalto, nos rumos sul e norte, permitiria abrigar novos ambientes e oferecer maior representatividade da flora e fauna.

A Serra do Mar, denominada Paranapiacaba em tupi-guarani, ou seja, montanha que detém o mar, recebe sucessivos nomes regionais ao longo de seu traçado. Divide em suas cumeeiras as águas da província costeira, que deságuam no Atlântico, daquelas que correm para o interior do Estado, formando os rios Tietê e Paranapanema. Intervales apresenta, portanto, um ambiente serrano, abarcando trechos de relevo muito movimentado na escarpa propriamente dita, ou seja, sua porção sul. O norte da unidade, embora com ocorrência de relevos serranos, apresenta amplitudes topográficas mais baixas e declividade mais suave”. O relevo montanhoso, com altitudes que variam de 1.100 m até 80 m, e a presença de diferentes rochas e solos contribuem para a formação de diversas fisionomias florestais e fauna associada, com alta biodiversidade. Além disso, possui rico patrimônio espeleológico, com dezenas de cavernas calcárias. O Parque Intervales “recebe visitantes de todo os pontos do planeta que para lá se dirigem em busca de suas atrações naturais. Os mais assíduos freqüentadores internacionais dessa mata tupiniquim são os observadores de pássaros vindos da Europa e dos EUA. Os argonautas pós-modernos cruzam os oceanos atrás da visão arrebatadora de aves raras, como a jacutinga. Ela está na lista negra dos bichos ameaçados de extinção e é encontrada apenas em trechos de mata muito fechada. Já foram registradas no parque pelo menos 332 espécies de aves, o dobro do que existe em toda a Europa.

A preservação de espécies como a jacutinga, a onça pintada, o mono-carvoeiro e outras que precisam de espaço, só foi possível graças à extensa seqüência de parques naturais que se interiorizam, distanciando-se da linha costeira avançando pelas escarpas serranas em variantes de altitude que vão dos 60 aos 1.095 m.

Os predadores de maior porte, chamados de topo de cadeia, são os mais afetados pela fragmentação das florestas. Eles precisam de espaço para caçar e alimentar filhotes. É o caso da onça pintada. A bichinha necessita de pelo menos 50 km2 para afiar as garras. Por lá eles podem sobreviver, pois o continuum de Paranapiacaba, cujo núcleo é o Parque Intervales, faz conexão com outras unidades de conservação como o Parque Carlos Botelho, a Estação Ecológica de Xitué e o Parque Turístico do Alto Ribeira (Petar). São mais de 140 mil hectares de área florestada, incluindo o conjunto de reservas e propriedades particulares.

A rica diversidade de espécies faunísticas encontrada no Parque Intervales pode ser explicada pelos diferentes estágios de desenvolvimento da vegetação, onde num pequeno espaço físico, existem muitas diferenças fisiográficas e mosaicos sucessionais. Sendo assim, a fauna existente é representativa de todos os níveis da floresta.

Quanto aos mamíferos, a jaguatirica, a onça-pintada e o macaco mono-carvoeiro (maior primata das Américas), animais ameaçados à extinção, ainda são encontrados nas trilhas do parque. Outras espécies como anta, gambá, tamanduá-mirim, macaco-prego, veados, roedores e morcegos compõem a mastofauna de Intervales, que pode ser considerada como muito pouco alterada pela ação do homem. As espécies de répteis encontradas no parque se resumem a serpentes (coral, jararaca, espada, boipeva), lagartos, cobras-cegas, tartarugas e jacarés. Os anfíbios, anuros, são representados por vasta diversidade de espécies de sapos, rãs e pererecas. Os peixes como lambaris, canivetes e cascudos podem ser encontrados em rios de pequeno porte. Assim como toda a fauna de Intervales, os insetos também apresentam grande diversidade. A fauna de insetos de Intervales também é bastante diversificada. Libélulas e insetos que vivem nas bromélias podem ser facilmente observados.

A rica avifauna característica de Intervales é influenciada principalmente pelos invernos frios, que pode ser a explicação da ausência de algumas espécies e, pela forte umidade que favorece a manutenção de fauna e flora exuberantes.

Existem três grupos de aves que podem ser avistadas em Intervales: -as aves encontradas ao longo de todo o ano; -as aves encontradas durante o verão; as aves encontradas durante o inverno. Muitos turistas e ornitólogos visitam essa região, buscando a observação de ampla variedade de pássaros e seus respectivos cantos”.

Veja o vídeo http://www.youtube.com/watch?v=tNKVLXc4pSE

História

“Essa região, em tempos remotos, ganhou fama pelo ouro de aluvião que brotava de seus cursos d´água e ainda hoje, no entorno e no interior de Intervales, encontram-se resquícios dos encanados, estruturas de pedras construídas à época dos bandeirantes para facilitar a extração de tal riqueza”.

Quanto ao parque propriamente dito, segundo a Fundação Florestal, em trabalho de apresentação de plano de manejo para a área, a história pode ser dividida em quatro fases:

“Fase da apropriação Na década de 1950 uma empresa denominada Companhia do Incremento Rural do Altiplano Paulista (CIRAP) instalou-se na serra de Paranapiacaba para a implantação de um projeto agropecuário que não foi bem sucedido, perdendo as terras para o sistema financeiro. A incorporação da área ao patrimônio do Banco do Estado de São Paulo deu inicio à formação da Fazenda Intervales.”

“Fase da Administração BANESPA A partir de 1960 uma série de propriedades e posses vão sendo anexadas ao núcleo inicial, até a composição dos mais de 38.000 ha da Fazenda Intervales. Ao longo dos anos foi estabelecida uma infraestrutura considerável, com estradas e acessos, edificações, saneamento básico e a contratação de funcionários, inclusive com a construção de uma vila na área (atual região da sede administrativa) e de edificações em locais estratégicos para a implantação de bases de vigilância ao longo do perímetro da propriedade. Até a década de 1970 praticamente não houve atividade econômica regular em Intervales, exceto algumas tentativas de exploração de palmito. Em meados de 1970 os processos produtivos que se estabeleceram apresentaram duas vertentes: exploração e pesquisa geológica na busca de minérios e exploração econômica do palmito nativo da floresta”.

“Fase de proteção e manejo A Fundação Florestal assumiu a administração da Fazenda em 1987, integrando-a ao rol de áreas protegidas do Estado. Foi esta a fase de transformação conceitual, onde a sustentabilidade e a conservação biológica passam a ser os norteadores de todo o trabalho de gestão da área. A Fazenda Intervales torna-se um local conhecido pelos moradores locais e visitantes da capital, divulgada pela imprensa e procurada por um grande numero de pesquisadores de universidades nacionais e estrangeiras”.

“Fase da proteção integral: criação do Parque Estadual

Após a experiência de conservação desencadeada na década de 1980, o governo do Estado decreta em 1995 a criação do PEI. Constituído inicialmente pela junção da área da Fazenda Intervales, com cerca de 38.000 ha e pelas glebas de terras devolutas chamadas Xiririca A e B, com 11.532, totalizando 49.888 ha, teve sua área redefinida posteriormente, através da Lei nº 10.850, de 06/07/2001, pela desafetação de parte destas glebas Xiririca5, formando o atual território do Parque. A Fundação Florestal assume a administração do parque estabelecendo diretrizes básicas de gestão integrada regional, numa visão aberta e participativa, buscando sustentabilidade econômica para atingir os objetivos gerais da Unidade de Proteção Integral: conservação, pesquisa cientifica e visitação pública (ecoturismo e educação ambiental). Com estes parâmetros, em 1998 a Fundação concluiu a primeira fase de planejamento para Intervales, denominada Plano de Gestão Ambiental, documento que precede o Plano de Manejo ora apresentado”.

É importante destacar que ao Parque Estadual Intervales, juntamente com as unidades de conservação contiguas e daquelas que fazem parte do contínuo ecológico da Mata Atlântica, foram atribuídos outros títulos de proteção, sob diferentes denominações, outorgados por instituições internacionais, a saber RESERVA DA BIOSFERA DA MATA ATLÂNTICA, em 1.991, e SÍTIO DO PATRIMÔNIO MUNDIAL, em 1.999. Antes disso, em 1.985, todo o contínuo havia sido tombado pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo).

Infra-estrutura

GUIAS

O parque possui monitores treinados para acompanhar os visitantes através das estradas e trilhas do parque e levá-los a conhecer os diversos atrativos turísticos. Recomenda-se consultá-los para saber os níveis de dificuldade oferecidos em cada passeio. Há também trilhas sinalizadas para que o visitante possa percorrê-las sem ajuda do guia.

Alguns monitores prestam serviços como GUIAS ORNITOLÓGICOS e colocam seus amplos conhecimentos sobre as aves do local à disposição de observadores e fotógrafos. O mais conhecido deles na comunidade Wikiaves é o Betinho-Intervales, mas há outros que também possuem vasta experiência no assunto. Quem pretender usar os serviços de um guia em sua “passarinhada” na Intervales deve tomar o cuidado de agendar com bastante antecedência, pois esses monitores são muito requisitados. Para tanto, entre em contato com a secretaria do parque através dos telefones (15) 3542-1511 e 3542-1245.

HOSPEDAGEM

Existem quatro pousadas dentro do parque, o que proporciona estadia próxima à natureza.

Pousada Pica-Pau - Possui sete apartamentos com suíte, camas de solteiro. Sala com lareira e sala de televisão, varanda com cadeiras e mesas para jogos e leituras. Piscina de água clorada, pequena cozinha. A distância do restaurante é de 100 metros. Capacidade total de 22 leitos.

Pousada Esquilo - Possui quatro apartamentos com suíte e dois apartamentos com banheiro conjugado. Sala com lareira, pequena televisão, cozinha e uma saleta com mesa e bancos. A distância do restaurante é de 700 metros. Capacidade total de 17 leitos.

Pousada Onça Pintada - Possui quatro apartamentos com suíte no andar superior e três apartamentos com suíte no andar inferior com camas de solteiro e beliches. Centro de vivência ao lado com lareira, mesas, cadeiras. Este espaço possui infra-estrutura para cursos, treinamentos entre outras atividades de grupo. A distância do restaurante é de 500 metros. Capacidade total é de 38 leitos.

Pousada Mono-Carvoeiro - Possui dois quartos com beliches, suite e varanda. Localizado no meio da mata secundária. A distância do restaurante é de 800 metros. Capacidade total é de oito leitos.

Para saber mais, entre em contato com a administração, através dos telefones (15) 3542-1511 e 3542-1245.

Se você é pesquisador, há acomodações e serviços especiais.

Consulte: http://www.fflorestal.sp.gov.br/pesquisa_interv/apresentacao.htm

ALIMENTAÇÃO

Há um restaurante administrado pela COOPERVALES (cooperativa dos funcionários do parque) que oferece almoço, jantar e café da manhã. Está localizado próximo da Pousada Pica-Pau e não muito distante das demais. Anexo ao restaurante, há uma loja de souvenirs com camisetas e bonés de Intevales.

OUTROS EQUIPAMENTOS

Além das atrações naturais sinalizadas, o visitante pode desfrutar dos quiosques perto do lago para piqueniques, da Piscina de Pedra, das quadras de esportes, das churrasqueiras e do parquinho para crianças.

HORÁRIO DE VISITAÇÃO

Horário de Acesso e de Recepção do Parque: (a) Para os visitantes que se utilizarão dos serviços de hospedagem: o horário de entrada das 8:00 até às 21:00 horas; (b) Para os demais visitantes (que não se utilizarão dos serviços de hospedagem): a partir das 8:00 e saída no máximo até às 17: 00 horas; © Para Pesquisadores, que se utilizarão dos serviços de hospedagem nas unidades de pesquisas, das 8:00 até às 21:00 horas.

Últimos registros fotográficos

Últimos registros sonoros

Referências

FUNDAÇÃO FLORESTAL

http://www.ambiente.sp.gov.br/parque-intervales/

http://fflorestal.sp.gov.br/files/2012/01/2.%20Resumo%20Executivo/pag%2001_134%20RESUMO%20EXECUTIVO.pdf

Depto de Geografia da FFLCH da USP.

http://www.geografia.fflch.usp.br/mapas/Atlas_Intervales/oparque.html com subsídios de CAMPOS, F. P. O Parque Estadual Intervales e o Serviço da Áreas Naturais Protegidas. Intervales/Fundação para a conservação e produção florestal do Estado de São Paulo. São Paulo. 2001.